sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Palmeiras vive sua dura realidade em 2009

Por: Rafael Zito
A derrota para o Grêmio, por 2 a 0, decretou o fim do sonho palmeirense de conquistar o Campeonato Brasileiro de 2009, desfecho este adiantado por este blogueiro no dia 17 de setembro (clique e veja), quando o Verdão liderava a competição com uma folga considerável. No texto publicado a pouco mais de um mês, declarei que não acreditava em Palmeiras e Internacional e apontei São Paulo e Corinthians como fortes candidatos. O Timão não se acertou e largou mão do Brasileirão, já o Tricolor segue firme na luta pelo tetracampeonato consecutivo.

Com o passar da competição, a falta de consistência do Palmeiras ficou evidenciada a partir do momento em que os talentos individuais não conseguiram mais esconder as falhas táticas e a desorganização da equipe. Não se pode eximir o técnico Muricy Ramalho de uma parcela da culpa, porém, o treinador é o que tem menos responsabilidade, já que o comandante assumiu o time no meio da temporada e teve que trabalhar com os jogadores que estavam no elenco. Tenho convicção que o Palmeiras está pagando pela ruptura ocorrida no final do ano passado, quando o, então técnico, Vanderlei Luxemburgo, fez uma reformulação muito drástica no grupo alviverde.

Com o término da temporada de 2008, o Palmeiras dispensou ou não conseguiu segurar os seguintes jogadores: Élder Granja, Roque Júnior, Leandro, Gustavo (saiu no início de 2009), Léo Lima, Denilson, Alex Mineiro, Kléber, Martinez e Maicosuel. É difícil uma equipe ser formada com solidez tendo sido mexida em mais de 60% do time titular e 40% do elenco. O que acontece com o alviverde neste fim de temporada é o ônus desse rompimento de planejamento realizado na passagem de 2008 para 2009.

Em nenhum momento neste ano, o Palmeiras mostrou a consistência necessária para permanecer no topo durante todas as competições. No Campeonato Paulista, o clube esteve durante a maior parte do tempo na liderança, no entanto, na reta final as falhas na formação da equipe e do elenco apareceram e o Verdão caiu diante do Santos, em pleno Palestra Itália. Na Libertadores, o time não passou confiança ao torcedor em nenhum instante. O clube passava às fases, entretanto, a desconfiança estava sempre presente, devido ao fraco futebol que vinha sendo desempenhado.

Por fim, a análise chega ao Brasileirão, no qual o Palmeiras esteve na liderança durante mais da metade da competição. Depois de tanto tempo na ponta da tabela, o que teria acontecido? O que explica a absurda queda de rendimento? Essas são perguntas que, no meu ponto de vista, são fáceis de serem respondidas. A causa da queda é a falta de solidez tática! Tanto com Luxemburgo quanto com Muricy, o Verdão não encontrou a melhor formação. Não foram poucas às vezes em que os treinadores deixaram de usar o 4-4-2 para colocar em prática o 3-5-2 e vice-versa. Essa indefinição de uma base tática faz com que os atletas não se sintam confortáveis e com a convicção de suas atribuições em campo.

No momento em que os talentos individuais (Diego Souza e Cleiton Xavier) tiveram uma queda de desempenho ou deixaram a equipe por motivos clínicos, no caso o volante Pierre, todos os defeitos táticos vieram à tona e a da falta de organização gerou insegurança, deixando o time psicologicamente abalado, destruído emocionalmente. Após esse diagnóstico, resta ao clube de Palestra Itália lutar com todas as forças para conseguir uma das vagas para Libertadores de 2010. Acredito que o Palmeiras não ficará no G-4, já que vejo Cruzeiro e Atlético-MG em melhor momento do que o clube paulista e ainda tem o Internacional, que pode beliscar uma das vagas. O Palmeiras precisa começar a pensar na temporada de 2010 para impedir que os erros na virada de ano se repitam.

Imagem:
Diego Souza – Gazeta Press

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Futebol: o negócio é o seguinte - parte 2

Por: Felipe Simi

Modernizar um estádio não é tão fácil. Preparar 12 para uma Copa do Mundo é muito difícil. Se o país, apesar de emergente, ainda for subdesenvolvido, então fica quase impossível. Mesmo assim, a mais de 1460 dias da abertura do Mundial no Brasil, uma cidade do interior de São Paulo-SP já conta com uma arena pronta para o evento.

Araraquara não está na rota da Copa-2014, mas, de acordo com a Folha de S. Paulo do último dia 08/11, a nova Arena da Fonte, antiga Fonte Luminosa, pode ser adotada por uma das 32 seleções. São 23 mil cadeiras cobertas e um gramado perfeito. Todas as exigências da FIFA e do Estatuto do Torcedor foram cumpridas. A reforma, segundo a reportagem, custou R$ 20 milhões ao Governo Federal.

Isso não significa nem 5% dos R$ 430 milhões que devem ser gastos para reformar o Maracanã. Apesar disso, a intenção do governo fluminense é boa: firmar uma parceria público-privada e entregar a uma empresa os direitos sobre o estádio - os naming rights, inclusive - por 35 anos. O que vale a pena, já que o gigante Mário Filho vai organizar a final do Mundial.

Geograficamente, Araraquara e Rio de Janeiro podem estar longe uma da outra. Só que, no mapa dos estádios projetados para a segunda Copa da história no Brasil, estão mais perto do que nunca. Duas lições que, espera-se, sejam bem aprendidas pelas outras 11 cidades-sede. Se não na prática, pelo menos, na teoria.

Imagens: skyscrapercity.com e guiadacopa.net

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Brasileiros, ingleses e omanianos

Por: Leandro Miranda


Algumas ponderações sobre os amistosos que a Seleção Brasileira fará com a Inglaterra, neste sábado, em Doha, e com o Omã, terça-feira, em Muscat:

- Pela segunda vez na Era Dunga, Fábio Aurélio não deverá atender a uma convocação por causa de problemas físicos. Nesta quinta-feira, surgiu a informação de que o lateral-esquerdo do Liverpool sofreu um estiramento na panturrilha, por isso não está com a delegação brasileira no Catar. Uma pena: o jogo contra a Inglaterra, seleção que conta com estilo de jogo e atletas com os quais Fábio Aurélio está acostumado, era a grande chance para este ótimo jogador mostrar que é o melhor postulante à camisa 6 do Brasil na Copa do Mundo. Marca mais do que André Santos, ataca com a mesma qualidade, tem precisão cirúrgica nos cruzamentos e não inventa toques de letra na defesa. No esquema de Dunga, onde o lateral-esquerdo ataca muito menos do que o direito (a ponta esquerda, normalmente, é ocupada por Robinho), o equilíbrio de Fábio Aurélio cairia muito bem.

- Seguindo uma ordem expressa da presidência de seu clube, a Roma, o zagueiro Juan não se apresentou à Seleção. O motivo alegado pelo clube italiano para vetar as idas de Juan e do goleiro Doni – que alegou desconhecer a ordem e está com o grupo de Dunga – é que os dois atletas se recuperaram recentemente de lesões. A Roma está coberta de razão, mas lembrando o episódio de quando Kaká pediu dispensa da Copa América, foi criticado por Dunga e até chegou a ser reserva na Seleção, Juan deve ficar preocupado. O jogador, inclusive, divulgou um comunicado oficial no qual diz esperar que sua decisão não prejudique seu futuro na Seleção. Tomara que Dunga não tome a decisão irracional de privar o Brasil de seu melhor zagueiro, que compõe com Lúcio, Thiago Silva e Miranda o grupo ideal de defensores para a Copa.

- O Brasil deve enfrentar uma espécie de Inglaterra B no amistoso deste sábado. A lista de desfalques do English Team impressiona pela quantidade e pela qualidade dos titulares ausentes: os laterais Glen Johnson e Ashley Cole, o zagueiro Rio Ferdinand, os meias Aaron Lennon, Steven Gerrard e Frank Lampard e o atacante Emile Heskey. Além deles, o goleiro reserva David James também está fora por lesão, enquanto David Beckham, ex-dono da direita do meio-campo inglês, foi liberado para atuar pelo Los Angeles Galaxy nos playoffs da MLS. No esquema 4-4-1-1 de Capello, os titulares disponíveis são apenas o goleiro Ben Foster, o zagueiro John Terry, o volante Gareth Barry e o atacante Wayne Rooney.

- Não sou profundo conhecedor do futebol de Omã, por isso vou me abster de qualquer comentário sério. Para criticar, é preciso conhecer. Só conheço o goleirão Ali Al Habsi, atual reserva do finlandês Jussi Jääskeläinen no Bolton Wanderers, da Inglaterra. Deve ser bom o time!


terça-feira, 10 de novembro de 2009

Futebol: o negócio é o seguinte - parte 1

Por: Felipe Simi

Por aqui, ainda há quem duvide de que o futebol virou negócio. Lá fora, no entanto, já não resta dúvida nenhuma. Cada vez mais, é no campo corporativo que os maiores clubes da América, Ásia, Europa e Oceania têm feito as jogadas mais espetaculares. Seja para ganhar títulos, fidelizar torcedores ou, simplesmente, quitar dívidas.

Os estádios, por exemplo. Antigamente, eram lugares efêmeros, freqüentados em dias de jogo. E só. Hoje, a tendência de que se transformem em arenas multiuso abriu espaço para alguns tipos de investimento, como os naming rights - no Brasil, inclusive, para quem não se lembra, a Arena da Baixada, do Atlético-PR, se chamou Kyocera Arena por três anos, entre 2005 e 2008.

Na Inglaterra, fazem até leilão. Tom Hicks e George Gillett, os proprietários do Liverpool, acabam de anunciar que pretendem conseguir cerca de 220 milhões de euros da empresa que vai nomear o substituto do temível Anfield Road. Em tempo, já que o Chelsea fará o mesmo com o seu Stamford Bridge e o Arsenal tem o dele, o Emirates, desde julho de 2006.

Já o Manchester United prefere seguir remando contra a maré. Milionários, supersticiosos e atuais tricampeões nacionais, os diabos vermelhos não abrem mão, por enquanto, do lendário Teatro dos Sonhos, o Old Trafford. Por enquanto.

Imagem: burohappold.com e football-pictures.net

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

"Vamos comemorar"

Por: Sabrina Machado


O Tricolor Paulista não conseguiu quebrar a invencibilidade do Tricolor Gaúcho no Olímpico, mas manteve um empate após três expulsões. O primeiro tempo estava ao estilo do time de Ricardo Gomes, mas foi o de Paulo Autuori quem abriu o placar com Rafael Marques. Mas o agora líder não desanimou e conseguiu o empate poucos minutos depois com Dagoberto. E só, o resto foi tudo no segundo tempo.

O Grêmio acordou sua torcida e foi para cima, o São Paulo respondia nos contra-ataques, até que Borges (que entrou no lugar de Washington) em dois lances foi expulso. Às vezes me pergunto por que a maioria dos jogadores de futebol não apresenta muita inteligência. Logo depois, foi a vez de Dagoberto ser expulso, só que com vermelho direto.

No finalzinho do jogo, Jean também foi merecidamente expulso. Antes de tudo isso, o Grêmio teve um pênalti não assinalado. Em suma, o São Paulo pode comemorar muito esse ponto conquistado fora de casa, pois o Palmeiras ainda enfrentará o Grêmio lá. Está certo que o Tricolor Gremista ficou longe da Libertadores com esse empate, mas não vai faltar candidatos com mala branca para fazer com que os jogadores mordam a bola contra o Verdão.

Na próxima rodada, apenas dia 14, o São Paulo receberá o Vitória. Antes precisa secar o Palmeiras, que enfrenta o Fluminense, no Maracanã e o Atlético-MG que recebe o Flamengo, no Mineirão. Além da equipe baiana, o Tricolor faz suas últimas partidas contra Botafogo, Goiás (ambos fora) e Sport (em casa), respectivamente.

P.S. O título do post é o nome de uma música do CD Deixa Acontecer do jornalista e cantor Celso Cardoso.

Imagem:
esporteradical.wordpress.com

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Um passo em falso

Por: Felipe Simi

Daiane dos Santos nos espantou semana passada. A FIG (Federação Internacional de Ginástica) anunciou na sexta-feira que ela tinha sido flagrada, pela primeira vez na carreira, em um exame antidoping. A substância era diurética: furosemida. No mesmo dia, seu clube, o Pinheiros, abriu fogo contra a Confederação Brasileira de Ginástica.

Disse que Daiane tomava a droga para perder gordura localizada, estava inelegível desde o ano passado e não fazia mais parte da seleção brasileira. Mas, para a coordenadora da CBG, Georgette Vidor, ela podia ser convocada a qualquer momento. “Não adianta empurrar a culpa para a gente” - rebateu - "Ela devia saber o risco."
...
A notícia também assustou velhos amigos de Daiane, como os ginastas Diego Hypólito e Laís Souza, além do técnico dela, Raimundo Blanco. Já o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) lamentou o caso, informando ter provas de que ela assinou documentos consentindo com os testes-surpresas da Wada, a agência mundial antidoping.

O fato é que, segundo o COB, o argumento do staff de Daiane é fraco. Afinal, a pena só poderia ser aliviada em dois casos: se a substância fosse terapêutica ou ela estivesse aposentada. Pior: a partir de hoje, Daiane dos Santos tem 10 dias para se explicar à FIG. Pelo menos, ela vai ser punida. Mesmo assim, estou desapontado.

Imagem: Agência O Globo

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Fazendo o necessário (de novo)

Por: Leandro Miranda

Nesta quarta-feira, o São Paulo fez um jogo inteligente, clínico, e venceu o Internacional por 1 a 0 no Morumbi. A vitória mostrou, mais uma vez, a maior qualidade que esse time do São Paulo já demonstra há anos: a frieza, a postura inabalável em jogos decisivos. Pela consistência, pela extensão do elenco e pela experiência, mantenho o São Paulo como minha aposta para o título de 2009. Já o Inter, com Mário Sérgio de técnico, precisa abrir o olho. Não fosse a qualidade do elenco, colocaria o time fora da Libertadores. Mas acho que isso não vai ocorrer.

O time gaúcho começou o jogo dominando, apertando o Tricolor, com um interessante esquema 4-3-1-2 em que Kléber atuou como volante pela esquerda – apesar da insistência dos comentaristas do SporTV em enxergar três zagueiros, Fabiano Eller foi lateral durante todo o período em que esteve em campo. O gol colorado estava amadurecendo quando Mário Sérgio resolveu mudar a postura do time, que parou de marcar por pressão usando Giuliano, D’Alessandro e Kléber e passou a jogar recuado, esperando o São Paulo. A mudança na marcação fez com que o São Paulo equilibrasse o jogo no primeiro tempo e chegasse ao gol em uma bola parada, na especialidade de Washington: cutucar a bola para dentro (o que não é demérito nenhum).

No segundo tempo, as posturas se inverteram: depois de pedir para levar o gol e ter seu pedido atendido, Mário Sérgio resolveu jogar o Inter à frente, enquanto o São Paulo se encolhia, mantendo seu 3-5-2 de forte marcação. O técnico colorado trocou Taison por Marquinhos na ponta esquerda e colocou outro centroavante (Alan Kardec) no lugar de Fabiano Eller, deslocando Kléber para a lateral esquerda. O Inter atacava com até sete jogadores, mas o São Paulo se defendia em uma postura defensiva impecável, com atuação gigantesca de Hernanes. Quando Mário Sérgio tirou o lateral-direito Daniel para colocar Andrezinho, o esquema virou um 3-1-4-2 suicida: Kléber na esquerda, como terceiro zagueiro, só apoiava, deixando Índio e Bolívar sozinhos atrás. O Inter atacou na base do abafa, o São Paulo tomou sufoco, mas o que a zaga não travou, Bosco salvou. Na frente, graças ao esquema maluco do Colorado, o Tricolor teve chances fáceis de ligar o contra-ataque; não fosse a falta de sintonia da dupla Washington-bola, o time paulista poderia ter até ampliado.

Partidaça do São Paulo, que jogou menos do que o Inter, mas foi muito mais inteligente. Ricardo Gomes não faz alterações táticas, não muda a estrutura do time, mas sabe ler o jogo. Mário Sérgio, apesar de todas as invencionices que promove, não.

Imagem: Ricardo Gomes - http://jornalismofc.files.wordpress.com/2009/06/11.jpg

terça-feira, 27 de outubro de 2009

V de Valentino

Por: Felipe Simi


Há muito tempo eu o admiro, mas nunca tinha escrito nada sobre ele. Talvez as imagens dele, em ação, me bastassem. De falta de inspiração, não dá para reclamar, já que seu nome está nas páginas esportivas de todas bancas de jornal do mundo nesta semana.

A velocidade corre na veia. Irreverência é seu sobrenome. Quando criança, não se dava bem na escola. Até arranhava uma guitarra e jogava bola, mas gostava mesmo é de ver as caixas de brita - e as corridas de moto. Aos cinco anos, ganhou um kart do pai. Aos 12, já era multicampeão com aquelas minimotos - lembra delas?

Seu número, o 46, é fixo - uma homenagem ao pai, Graziano Rossi, ex-piloto profissional. No paddock, não atende pelo nome, mas sim pelo apelido: The Doctor ou Il Dottore. Os capacetes, feitos pelo amigo Aldo Drudi, trazem sempre uma combinação diferente entre o Sol e a Lua. “São os dois lados da minha personalidade.”

Excêntrico, confiante e persistente, esse italiano diz já ter pedido ao chefe da Ferrari, Stefano Domenicali, uma nova chance na Fórmula 1. A Yamaha não bota fé. Afinal, o contrato dele com os japoneses termina no final do ano que vem e, para a próxima temporada, a escuderia italiana já anunciou Felipe Massa e Fernando Alonso.

Aos 30 anos, Valentino Rossi é o primeiro piloto a contar mais de três mil pontos na carreira; o único campeão em todas as categorias do motociclismo; o primeiro a cravar 12 voltas mais rápidas, o maior vencedor de etapas e o que mais subiu ao pódio e em uma temporada só. E, desde domingo, heptacampeão mundial de MotoGP.

Imagens: desktopexchange.com/blog.skytowercasino.com

domingo, 25 de outubro de 2009

Melhor time do segundo turno, Cruzeiro entra na briga pelo título!

Por: Rafael ZitoNeste domingo, Corinthians e Cruzeiro disputaram mais uma rodada do Campeonato Brasileiro, no estádio do Pacaembu. A Raposa desembarcou em São Paulo e deu um “banho” de bola no Timão. Os problemas do time do técnico Mano Menezes seguem os mesmos: o lado esquerdo defensivo e ofensivo e a falta de criação no meio-de-campo. Com mais uma derrota, o clube de Parque São Jorge permanece na zona intermediária na tabela e, definitivamente, passa a pensar na temporada de 2010.

Pelo outro lado do confronto deste domingo, a vitória sobre o Corinthians, por 1 a 0, fez com que o time mineiro atingisse o quarto resultado positivo consecutivo. Com 12 pontos em 12 disputados, a equipe do técnico Adilson Batista entra firme na briga por uma vaga para a Copa Libertadores da América e também na luta pelo título do Brasileirão. Com 48 pontos, a Raposa aparece com uma desvantagem de seis pontos do líder Palmeiras. Aos que me acham maluco, reconheço que a diferença segue sendo ampla e difícil de ser descontada. Porém, a tabela do Cruzeiro é, sem dúvida, a mais fácil das equipes que estão na ponta da tabela.

Depois do término da 31ª rodada, o campeonato nacional terá sete rodadas decisivas e com muitas emoções. Enquanto Inter, São Paulo, Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG terão confrontos diretos e diante de equipes com boa participação na competição, o Cruzeiro encontrará pela frente rivais um pouco mais tranquilos. Nas próximas três rodadas, Adilson e seus comandados enfrentam, na sequência, Santo André, Fluminense e Sport, sendo que, os dois primeiros serão no Mineirão e o último na Ilha do Retiro. Pela situação das equipes no Brasileirão e a crescente evolução da Raposa, a tendência é que o time mineiro conquiste, no mínimo, sete dos nove pontos.

Após os embates diante dos times que lutam contra a degola, o Cruzeiro recebe o Grêmio, na 35ª rodada, no Mineirão. Apesar da força e da qualidade da equipe gaúcha, vale lembrar que o Tricolor dos Pampas é o pior visitante do Brasileirão. A equipe que somou o menor número de pontos longe de sua torcida. Na 36ª rodada, a Raposa fará o duelo que considero o mais complicado até o final da Série A. No dia 22 de novembro, os mineiros entrarão em campo para jogar contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada.

Depois da 36ª rodada faltarão apenas duas para o fim da competição. Nesses dois últimos jogos, a equipe celeste recebe o Coritiba, que briga contra a queda, no estádio do Mineirão e, na rodada final, vai à Vila Belmiro jogar contra o Santos que, provavelmente, não estará mais brigando por nada na competição. Para não ficar em cima do muro, projeto que o Cruzeiro conquiste 17 dos 21 pontos que disputará até o final do Brasileirão. Caso isso aconteça, a Raposa chegará aos 65 pontos. Essa pontuação seria suficiente para levantar a taça do Brasileirão? Pela oscilação dos clubes da ponta da tabela, não acho impossível um time sagrar-se campeão com esse número de pontos, no entanto, essa resposta sairá apenas no dia 06 de dezembro.

Imagem:
Adilson Batista - VIPCOMM

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Os jogos dos sete erros

Por: Sabrina Machado

O Palmeiras conseguiu apenas um ponto dos últimos doze disputados e além do péssimo desempenho com a pontuação, a equipe de Muricy Ramalho sofre uma queda brusca de produção. O Verdão tem sete rodadas para tentar reverter o quadro e o técnico terá uma semana para trabalhar até o próximo jogo, diante do Goiás, no Palestra Itália.

Vou apontar os principais erros da equipe Alviverde, em minha modesta opinião.

1. Dependência de Diego Souza e Cleiton Xavier.
Quando os dois estão bem, as deficiências da zaga e das laterais não aparecem e a equipe consegue criar muitas chances de gols. O Palmeiras ainda não conseguiu ganhar com a ausência do camisa 7. Já o camisa dez perdeu a regularidade que um sempre foi uma da suas características. E se ficar fora por contusão, pode ser ainda pior para a equipe.

2. Buracos entre as posições.
A torcida palmeirense sofreu muito nos últimos jogos e os volantes Edmilson e Souza arcaram com as consequências. Os jogadores foram muito criticados por causa da marcação, passes errados e chutes de longa distância sem direção. A explicação é simples: com Cleiton Xavier e Diego Souza bem marcados e não voltando para buscar a bola, a armação das jogadas sobrou para os dois volantes. O Palmeiras está descompactado o que causa muitos espaços entre as posições.

3. Falta de padrão tático.
Quando o Verdão vai para o ataque, o time tem relances de um verdadeiro “bumba meu boi”. Os dois laterais sobem, os jogadores do meio não sabem para onde passar a bola, Vagner Love por diversas vezes volta para buscar jogo. E, por fim, bola na área para ver no que vai dar ou chutes de longa e bota longa distância para tentar a sorte. O cúmulo contra o Santo André foi o lateral Pablo Armero tentando jogar pelo meio.

4. Defesa desguarnecida.
Provavelmente Muricy Ramalho vai jogar com três zagueiros ou três volantes contra o Goiás. Com a saída de Pierre o Palmeiras perdeu o jogador que mais desarmava e como a equipe vai ao ataque de qualquer jeito e com muitos jogadores, sofre muito com qualquer contra-ataque do adversário.

5. Psicológico.
O Palmeiras saiu perdendo contra o Santos (aliás, a última vitória da equipe) e o time não se abalou por estar atrás no placar, pelo contrário, jogou um bom futebol e conseguiu a vitória por méritos próprios. Diante de Flamengo e Santo André, o Verdão estava tentando fazer algo até sofrer os gols. Depois disso, os jogadores se abatem, ficam cabisbaixos e começa o “bumba meu boi”. O maior exemplo do fator emocional é o Diego Souza declarar que tem medo de perder o título.

6. Elenco limitado.
Muricy demorou cinco minutos para colocar Marquinhos, quando Cleiton Xavier se machucou. Nesse meio tempo o Palmeiras levou o gol. Mas o maior problema é que o treinador não tinha um substituto da posição para colocar de imediato, então ficou na dúvida entre Marquinhos e Sandro Silva. O Palmeiras tem o pior elenco dos primeiros colocados.

7. Crise na reta final.
A diferença para o segundo colocado pode cair para apenas um ponto, faltando sete rodadas. Três derrotas seguidas e queda de rendimento podem ser fatais para o líder entregar o campeonato. O Palmeiras tem pouco tempo para se recuperar dos problemas apresentados agudamente nas últimas quatro partidas, mas que alguns já existiam e eram camuflados pelas vitórias. O Muricy disse que vai mudar a estratégia. Ele terá uma semana para tentar reverter a crise, montar um padrão tático para equipe e trabalhar o psicológico dos jogadores. A questão é será que ele vai conseguir?

Imagens: Kampos
http://www.contenti1.espn.com.br/

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O gol do balão

Por: Felipe Simi


Aconteceu no sábado. Liverpool e Sunderland jogavam no Stadium of Light, em Sunderland, pela nona rodada da Premier League, até que, aos cinco minutos do primeiro tempo, a bola foi chutada por Bent, do Sunderland, desviou em um balão de gás vermelho, maior do que ela, e caiu dentro do gol de Reina, do Liverpool.

O juiz ficou atrapalhado. Consultou o bandeirinha e deu o gol. Os jogadores do Sunderland, claro, saíram comemorando. Os do Liverpool reclamaram. “Tinha que ter anulado, né? Na hora, eu percebi que ele estava na dúvida”, contou o meia brasileiro Lucas, depois do jogo, ao Globoesporte.com.

Para José Roberto Wright, o gol não só foi irregular, como também a jogada deveria recomeçar com a bola no chão. No programa Febre de Bola, da TV Esporte Interativo, o ex-árbitro disse que o Liverpool pode até anular a partida. Afinal, o “gol do balão” decidiu o jogo. Agora, os Black Cats têm 16 pontos contra 15 dos Reds.

Obs.: o balão foi jogado no campo por um pequeno fã... do Liverpool.


Imagem: Globoesporte.com

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Um post poliesportivo

Por: Felipe Simi

Ao contrário da semana passada - quando a Sharapova salvou minha pátria -, hoje as notícias apareceram. Ainda bem. Ficou mais fácil.

Quem sabe
A cinco dias do penúltimo Grande Prêmio da temporada, em Interlagos, Rubens Barrichello continua desmentindo, mas parece já ter assinado com a Williams para o ano que vem. No domingo, ele precisa marcar pelo menos cinco pontos a mais do que o líder da competição e favorito ao título, Jenson Button.

Nenhuma dúvida
79 dias depois do acidente que o tirou do campeonato, na Hungria, Felipe Massa voltou ao cockpit de um Fórmula 1 ontem, em Fiorano, na Itália. Apesar de estar recuperado, o piloto da Ferrari só deve correr oficialmente em 2010, já ao lado do bicampeão espanhol Fernando Alonso, recém-contratado pela equipe.

Certeza absoluta
O paulista Thomaz Bellucci está, pela primeira vez na carreira, entre os 50 melhores tenistas do mundo. A façanha foi conquistada ontem graças à vitória sobre o suíço Marco Chiudinelli, por 2 sets a 0, válida pelo Masters 1000 de Xangai, na China. Na próxima fase, o canhoto de Tietê vai jogar com o chileno Fernando González (12º).

A mínima idéia
A 29ª rodada não mudou o G-4. O quarto, Atlético-MG, voltou a decepcionar sua torcida diante do maior rival. O Internacional, em terceiro, esboçava um embalo, mas tropeçou em casa. Já o vice-líder São Paulo virou pó no RJ. E o Palmeiras... bom, apesar de tudo, acabou na frente. Parece mesmo é que ninguém quer ser campeão.

Talvez
Em La Paz, deu tudo errado. Em Campo Grande, tudo pode ser diferente. Miranda e Diego Souza voltam para o banco. Como Josué está suspenso e Adriano, machucado, Gilberto Silva, Kaká e Luis Fabiano reassumem as posições amanhã, contra a Venezuela, às 19h (de Brasília). O Brasil lidera as Eliminatórias e já está na Copa-2010.

Imagens: Giampiero Sposito/Reuters e AFP

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Inconfundível

Por: Felipe Simi

Imagine-se na pele de uma tenista de 22 anos. Não uma qualquer. Mas, sim, uma com três Grand Slams e um WTA Championships no currículo. Outros 16 títulos e mais de US$ 12.500.000 em prêmios no bolso. Uma que tenha, na carreira, 334 vitórias e só 78 derrotas. Não, não se trata de uma tenista qualquer. Esta é diferente.

Com apenas 17 anos, surpreendeu a então bicampeã Serena Williams em Wimbledon. Foi uma das poucas capaz de bater a quase imbatível ex-aposentada belga Justine Henin em uma final. Fora das quadras, fez sucesso também – e mais dinheiro. Assinou com a Nike, estrelou comerciais e lançou coleções. Virou respeitável símbolo sexual.

Mas uma grave lesão no ombro a tirou do circuito. Este ano, tinha disputado nove torneios e perdido todos. Estava há 18 meses sem ver um troféu. Até que, no último sábado, viu-se em uma nova decisão. Diante da sérvia Jelena Jankovic, que, contundida, desistiu do jogo. Graças ao título, ela ganhou ontem dez posições no ranking.

A sombra inconfundível de Maria Sharapova, agora 15ª melhor jogadora do mundo, já assusta a compatriota russa e atual líder, Dinara Safina. O Top 10 é questão de tempo.


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

RIO 2016: uma derrota para o Brasil

Por: Rafael Zito
Nesta sexta-feira, o Comitê Olímpico Internacional (COI) escolheu a cidade-sede para os Jogos Olímpicos de 2016. Concorrendo na final com Madri, o Rio de Janeiro venceu o pleito com 66 votos contra 32. A favorita Chicago foi eliminada logo na primeira votação e, antes da decisão, Tóquio também deixou a disputa. Ter a honra de conquistar o direito de sediar um evento como as Olimpíadas deveria ser motivo de comemoração, no entanto, este prêmio acaba se tornando uma grande derrota para o povo brasileiro. Estamos, novamente, nas mãos de pessoas que, em mais de uma oportunidade, demonstraram que não merecem a nossa confiança.

Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) é o comandante de uma equipe que vive de lindas promessas, nunca cumpridas, e magníficos projetos, que saem do papel sempre em cima da hora, com gastos extremamente superiores aos que estavam no planejamento. Lá se vai dinheiro público, grana de nossos impostos, para lugares obscuros. Não podemos nos deixar alienar pela imprensa do oba-oba. O legado que foi prometido na época do Pan-Americano de 2007 não existe, pelo contrário, sobraram apenas elefantes brancos e obras abandonadas pelo descaso dos nossos dirigentes.

O COB, na figura do Sr. Nuzman, quer que acreditemos que o Brasil se tornará uma potência olímpica após termos conquistado o direito de sediá-la. Entretanto, este discurso não passa de uma inversão de valores. Será que é tão difícil de perceber que, antes de trazer um evento desta magnitude, é preciso CRIAR uma política esportiva em nosso País? Não é possível que as pessoas não percebam isso! É inadmissível que a população brasileira esteja com os olhos fechados para o que vai acontecer! Nós, cidadãos comuns, fomos derrotados nesta tarde! Os únicos vencedores foram aqueles que tirarão algum benefício promiscuo de toda a ingenuidade popular!

Eu, como jornalista apaixonado por esportes, tenho convicção que, no âmbito esportivo, os Jogos serão um sucesso. Porém, o cidadão que vos escreve também está certo que a infra-estrutura que será erguida para contemplar este evento será para lá de superfaturada. O orçamento previamente estabelecido certamente será estourado porque, no mínimo e ingenuamente pensando, essa gente que está no comando já mostrou que não sabe fazer. Antes de discursos ufanistas aparecerem para me ofender, peço que investiguem e pesquisem sobre o FARDO que os Jogos Pan-Americanos de 2007 deixaram para o Brasil. Saibam que o dinheiro que será investido é da iniciativa pública. Teremos novamente um ROMBO dos cofres públicos! Uma vergonha!

Só para se ter uma medida do que foi gasto no Pan, apenas em instalações esportivas foram gastos cerca de R$1,080 bilhão. Deste montante, somente pouco mais de 3% teve como origem a iniciativa privada, isso significa que, por volta de 97% do dinheiro ali investidos eram oriundos do governo, em suas diferentes escalas. Gostaria de dividir com meus caros leitores o material que tive acesso e que mostra toda a “palhaçada” que foi feita nos Pan-Rio 2007. No relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) consta em 59 oportunidades a palavra “superfaturada” em 17 páginas. Dos 22 itens da amostragem, 17 foram superfaturadas, o equivalente a 80% dos itens.

Parque Aquático Maria Lenk, construído no Pan (18 mil pessoas), não poderá ser usado nas Olimpíadas. Absurdo


Segue abaixo alguns trechos interessantes da investigação do TCU. Quem tiver o interesse em ver a avaliação completa clique aqui.

“10. A primeira constatação é que foram incluídos custos de montagem indevidamente. Conforme se constata na planilha de custos às fls. 113/116, dentro do item ‘Logística’ (fl. 113), há o subitem ‘Transportes’, razão pela qual a simples entrega do item nos aposentos da Vila Pan-Americana não pode servir de pretexto para a cobrança de custos de montagem, sob pena de se cobrar duas vezes pelo mesmo serviço”.

“12. Entre as diferenças encontradas, verifica-se que para instalar o aparelho com controle remoto são necessárias mais de 12 horas de marceneiro e eletricista e quase 6 horas de vidraceiro, ao passo que no aparelho sem controle remoto é necessário pouco mais de uma hora de cada um daqueles profissionais, o que se mostra mais coerente. Além disso, o custo dos insumos serra circular de bancada, furadeira e parafusadeira foi cerca de 6 vezes maior no aparelho com controle remoto (R$ 36,70, contra R$ 6,34). Assim, verificamos, em termos de grupos de custos, as seguintes divergências”

Aparelho com controle remoto (1)
Mão-de-obra
136,15
Encargos Sociais
164,85
Equipamentos
36,70
A= Subtotal
337,70

Aparelho sem controle remoto (2)
Mão-de-obra
21,47
Encargos Sociais
25,99
Equipamentos
6,34
A=Subtotal
53,80

“13. Na planilha do item cadeira empilhável (fl. 7 do Anexo 3), constam como insumos 1,63 horas de montador e 3,44 horas de ajudante de montador para cada cadeira. Entretanto, pela descrição do produto (cadeira empilhável com assento e encosto em plástico e pés de metal; assento e encosto em polipropileno nas dimensões 47,5 x 40 cm e 48,5 x 33,5 cm; estrutura em metal soldado com pintura epóxi negra e capacidade para suportar um homem de 140 kg), verifica-se que se trata de cadeira comprada pronta (‘soldada’), o que pode ser confirmado por meio da foto à fl. 208. Assim, não se justifica a existência de custo de montagem. Os valores verificados são os seguintes”

Mão-de-obra (montagem)
19,57
Encargos sociais
23,69
A = Subtotal
43,26
B = Subtotal (A) + BDI (22%)
52,77
Superfaturamento unitário (Subtotal B com impostos (10,55%))
58,33
Superfaturamento total (6.698 unidades)
390.694,34

“14. Da mesma forma, nos itens colchão de 2,00m x 0,94m (fl. 10 do Anexo 3) e colchão de 2,20m x 0,94m (fl. 11 do Anexo 3), verificamos a cobrança do item selo de garantia de densidade (R$ 9,35 por unidade), sendo que o colchão já apresenta, em sua descrição, a expressão ‘selado’ – ou seja, o mesmo ‘insumo’ estaria sendo cobrado duas vezes. Além disso, consta da planilha de custos a montagem do colchão, o que também não faz sentido, já que o colchão vem pronto da loja/fábrica...” – “29. Houve, assim, pequena majoração do montante apurado do superfaturamento, no que se refere a esse item, de R$ 189.505,78 para R$ 191.312,34”.

“35. Dessa forma, diante dos novos dados apresentados, constata-se o aumento do valor do superfaturamento apurado para o item persianas (furadeiras e parafusadeiras) de R$ 858.208,00 para R$ 876.262,40”.

Imagens:
Logo Rio-2016 - Divulgação
Parque Aquático Maria Lenk - Divulgação

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O curioso caso de Jenson Button

Por: Felipe Simi


Deu Button. Apesar da festa feita pelo compatriota Lewis Hamilton no paddock de Cingapura, o inglês, líder do campeonato, riu por último no domingo passado, superou, nos boxes, seu mais próximo perseguidor e abriu 15 pontos de vantagem na tabela.

Rubinho, apesar do sexto lugar, foi a 69 pontos. Dez pontos atrás, ainda com chances matemáticas de título, está o alemão Sebastian Vettel, da Red Bull – que, nas próximas corridas, tem 42,5 pontos para tirar da quase campeã Brawn GP na disputa de equipes.

Alonso e Glock completaram o pódio. O espanhol, aliás, dedicou o resultado a Flavio Briatore, ex-chefe da Renault que, semana passada, foi banido pela FIA – no mesmo caso, ocorrido em 2008, no mesmo circuito, Piquet foi absolvido e Alonso, inocentado.

Restam três provas: Japão, Brasil e Emirados Árabes. A propósito, é em Suzuka que a Ferrari deve anunciar Fernando Alonso para as próximas cinco temporadas. De volta ao campeonato, ao todo, trinta pontos serão cobiçados por três pilotos, a partir deste fim de semana. A Button, resta administrá-los.


Imagem: The Sun
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